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O lema para o V Centenário do Nascimento de Santa Teresa, Para Vos nasci, é tirado de um de seus poemas, os dois primeiros versos dizia: eu sou seu para você eu nasci: O que você quer de mim?

Este poema é uma expressão de vida é entendida como um dom de amor e sacrifício de Deus para ele; esta vida é o de Santa Teresa de Jesus. Ela experimentou as verdades da fé em Cristo, o homem criado por Deus à sua imagem, é redimido; para ela, cada pessoa é chamada e esperada; com isso,
somos levados a salvação; sua semelhança, a vida humana é feita em obediência ao desígnio do Pai.

O Papa Francisco em sua carta ao bispo de Ávila Monsenhor Jesús García Burillo por ocasião da abertura do ano Jubilar celebrativo ao V Centenário de Nascimento de Santa Teresa "recorda a necessidade de agradecer a Deus pelo dom desta grande mulher e animar os fieis para que conheçam a história dessa insígnia fundadora, para que leiam os seus livros, os quais, a par das suas filhas nos numerosos Carmelos espalhados pelo mundo, nos continuam a dizer quem e como foi a Madre Teresa e o que nos pode ensinar aos homens e mulheres de hoje. 

Na escola da santa andarilha aprendemos a ser peregrinos. A imagem do caminho pode sintetizar muito bem a lição da sua vida e da sua obra. Ela entendeu a sua vida como caminho de perfeição pelo qual Deus conduz o homem, morada após morada, até Ele e, ao mesmo tempo, o põe em caminho para os homens".

Celebrar Santa Teresa é assumir o espírito aberto e comunicativo com extrema sensibilidade e encanto pessoal que Teresa trazia consigo. Ela era apaixonada, ousada e voluntariosa. Enfim uma mulher de ação, que soube manter-se firme, apesar das adversidades, ela se desdobra entre o idealismo eprática.


Vossa sou, para vós Nasci (Poema de Santa Teresa de Jesus)


Vossa sou, para Vós nasci,
Que quereis Senhor de mim?
 
Vossa sou, pois me criastes,
Vossa, pois me redimistes,
Vossa, pois me sofrestes,
Vossa, pois me chamastes,
Vossa, porque me esperastes,
Vossa, pois não me perdi.
Que quereis Senhor de mim?
 
Eis aqui meu coração,
Eu o ponho em vossas palmas,
Meu corpo, a vida, a alma,
O meu íntimo e afeição;
Doce Esposo e redenção
Pois por vós eu me ofereci.
Que quereis Senhor de mim?
 
 
Dai-me a morte, dai-me a vida:
Dai-me saúde ou enfermidade,
Honra ou desonra me dai,
Dai-me guerra ou paz sentida,
Fraqueza ou força vivida,
Que a tudo digo que sim.
Que quereis Senhor de mim?
 
Dai-me riqueza ou pobreza,
Dai consolo ou desconsolo,
Dai-me alegria ou tristeza,
Dai-me inferno, ou dai-me o céu,
Vida doce, sol sem véu,
Pois a tudo me rendi.
Que quereis Senhor de mim?
 
Se quereis, dai-me oração,
Se não, dai-me estiagem,
Se abundância e devoção,
E se não esterilidade.
Soberana Majestade,
Só encontro paz aqui,
Que quereis Senhor de mim?
 
Dai-me, pois, sabedoria,
Ou, por amor, ignorância,
Dai-me anos de abundância,
Ou de fome e carestia;
Dai trevas ou claro dia
Revolvei-me aqui ou ali
Que quereis Senhor de mim?
 
Se quereis que esteja folgando,
Quero por amor folgar.
Se me mandais trabalhar,
Quero morrer trabalhando.
Dizei, onde, como e quando?
Dizei, doce Amor, e repeti.
Que quereis Senhor de mim?
 
Vossa sou, para Vós nasci,
Que quereis Senhor de mim?



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